18 agosto 2014

5 Fatos Sobre Victor Surge, O Criador do Slender Man

 Victor Surge é o criador original do Slender Man, o mítico personagem da internet que inspirou as jovens de 12 anos Morgan Geyser e Anissa Weier a esfaquear uma colega numa floresta local, no domingo 01 de julho. Surge foi o primeiro a fazer uma imagem do Slender Man com Photoshop, submetendo-o num fórum chamado Something Awful (SA) em 2009. A partir daí, os utilizadores da internet criaram histórias por trás do mito e mais imagens manipuladas do personagem, e ele tornou-se uma sensação na internet e da cultura pop.

Aqui está o que você deve saber sobre o homem por trás do meme. 


1. O Verdadeiro Nome de Victor Surge É Eric Knudsen 



Em 8 de junho de 2009, Knudsen enviou uma foto para um concurso de Photoshop paranormal realizado pelo fórum Something Awful. O site pedia para que as pessoas manipulassem fotos comuns transformando-as em imagens paranormais e assustadoras que pudessem ser consideradas como autênticas. Os criadores destas imagens deveriam também criar informações ou legendas para fazer com que suas criações parecessem mais verídicas. 

Eric Knudsen usou o nome de Victor Surge em fóruns na Internet. Enquanto ele diz que às vezes recebe e-mails sobre o personagem, Knudsen raramente é reconhecido pelo legado do Slender Man. Isto não chega a ser surpreendente, já que as histórias por trás da figura foram escritas por diferentes pessoas que estavam intrigados com a criatura criada por Knudsen. Em uma entrevista com um blogueiro, Knudsen disse: 

“Eu não gasto muito tempo ativo na internet já que eu geralmente tenho um monte de coisas acontecendo na vida real.” 


2. Ele Está de "Coração Partido" Com O Incidente 


Uma fonte que se identifica como uma ex-colega de trabalho, disse na quarta-feira de manhã que Knudsen está "com o coração partido mediante a isso e desativou sua conta no Facebook esta manhã." A fonte disse que Knudsen sente-se horrível sobre o que aconteceu, e descreve-o como um santo e uma pessoa realmente maravilhosa. 

NBC relatou um comunicado oficial de Knudsen sobre o ocorrido. 

“Estou profundamente triste pela tragédia em Wisconsin e meu coração está voltado para as famílias dos afetados por este terrível ato.” 

Knudsen postou uma das primeiras fotos do Slender Man em junho de 2009, com a seguinte legenda: 

Uma das duas fotografias recuperadas do incêndio na Biblioteca da Cidade de Stirling. Relevante por ter sido tirada no dia em que foram sequestradas 14 crianças por aquilo que ficou conhecido como "Slender Man". Deformidades foram citadas como defeitos no filme por funcionários. O incêndio na biblioteca ocorreu uma semana após a fotografia ser tirada. A fotografia real foi confiscado como prova.  
- 1986, fotógrafo: klary Thomas, desaparecido desde 13 de junho de 1986. 

Em 11 de junho, acrescentou outra foto e criou mais uma história acompanhar suas imagens originais. LeechCode5, outro usuário SA, posteriormente, postou uma foto do Slender Man criado por Knudsen na frente de um prédio em chamas que ele mesmo havia editado. Dois dias depois, outro usuário, TrenchMaul, usou a figura do Slender Man em sua própria história, e o personagem continua a existir em fóruns paranormais desde então.



3. Ele Estava Em Nagasaki Quando Criou O Slender Man



DeviantArt é um fórum online lançado em 2000, que permite que artistas postem ilustrações e obras de arte feitas por eles mesmos. Clicando aqui você pode acessar a página pessoal de Victor Surge
 no DeviantArt.

Uma ex-colega de trabalho de Knudsen, diz que o criador do Slender Man é americano e da área de Chicago, mas morava em Nagasaki no momento que ele usou DeviantArt e criou as imagens. A fonte disse que ela estava com Knudsen na tarde em que ele criou as ilustrações do Slender Man, e descreveu a tarde como "chata". Knudsen tem agora 33 anos de idade e vive ao lado de sua esposa e de sua criança, na Flórida.

A última postagem do seu perfil no DeviantArt foi em 3 de abril de 2014, e diz respeito a questões de direitos autorais do Slender Man:



A utilização comercial dessa propriedade não poderá ser usada ou explorada por qualquer pessoa sem permissão. (Consulte a seção "direitos autorais" na postagem do Wikipedia sobre o Slender Man) Obrigado pela sua compreensão!

A galeria pessoal de Knudsen inclui as imagens originais do Slender Man postadas no fórum Something Awful em 2009.


4. Knudsen Não Tinha A Intenção De Que Slender Man Se Tornasse Um Viral



Em uma entrevista com um blogueiro, Knudsen parece chocado pela forma como o Homem Esguio se tornou popular. A entrevista ocorreu em 31 de agosto de 2011, uma época em que Surge tinha começado recentemente a rever as contribuições de fãs ao legado do Slender Man. Ele admitiu que faz juntas as fotos originais Slender Man em cerca de 15 minutos. Surge "apenas começou a colocar as coisas em conjunto" com o que ele pessoalmente encontrou e que poderia ser assustador, do tipo de horror que o intrigou. O entrevistador perguntou-lhe se ele tinha interesse em fazer um blog ou uma história mais longa para o personagem, e ele respondeu:


“Eu pensei sobre isso, mas eu não tenho tempo. Eu não esperava que ele se fosse além dos fóruns da SA. E quando o fez, eu achei interessante observar isto como uma espécie de versão adiantada de uma lenda urbana”

A ex-colega de trabalho de Knudsen também comentou sobre as imagens manipuladas originais.



“Ele fez apenas aquelas imagens iniciais com Photoshop e fiquei muito surpresa quando internautas pegaram seu projeto e transformaram em tudo isto (basicamente nada do que era no começo.)”


5. A Ideia Do Slender Man Foi Inspirado Por Stephen King



Em uma entrevista com um blogueiro, Knudsen foi questionado sobre o que o inspirou para criar Slender Man. Ele disse que foi fortemente influenciado por contos de Stephen King, H.P. Lovecraft, e William S. Burroughs:



“Minhas influências mais diretas vieram do conto de Zack Parsons "That Insidious Beast", o conto Stephen King "The Mist", o conto da SA "The Rake", relatos de pessoas das sombra, "Mothman", e o "Mad Gasser" de Mattoon . Eu usei-os para formular algo cujas motivações mal podem ser compreendidas e que causa mal-estar terror em uma população geral.”

A criatura é também descrita como derivada de Der Großmann, um ser do folclore alemão sobre "O Grande Homem" - um bicho-papão alto de meados de 1500. Knudsen não confirmou que ele foi inspirado por Großmann.

13 agosto 2014

Slenderman: Winter Edition


Slenderman: Winter Edition é uma versão dos jogos relacionados ao Slender Man onde o jogador controla um personagem desconhecido que está sendo caçado pela criatura. 

Quando o jogo é iniciado, o jogador estará em uma área fechada, equivalente a uma "ilha flutuante". Em seguida, onde o jogador deverá caminhar sobre os arredores em busca de seis bolas de bilhar. Uma vez que você encontra a primeira bola e pegá-la, o Slender Man irá aparecer vindo em sua direção. Ao olhar para ele, você notará que o mesmo está usando um chapéu semelhante ao do Papai Noel. Quanto mais perto ele se aproximar de você mais intensa será a estática na tela. No entanto, ele poderá te matar somente se manter contato físico, caso contrário você ainda tem a chance de fugir dele e dessa forma diminuir a estática na tela.

Há diversos lugares onde as bolas podem estar, incluindo um armazém abandonado, uma igreja, uma pequena área arbórea, etc.

Clique aqui para jogar.


09 agosto 2014

Por Que o Slender Man Está Aqui?

Se você acha que sabe algo sobre o Slender Man, então você não tem ideia de quem ele era. Sim, todos nós sabemos sobre como ele não tem um rosto e todas as outras coisas assustadoras, mas sua origem é algo que você jamais imaginaria. 

A história começa com uma menina chamada Ginda. Neste momento, Ginda parecia ser uma menina normal, tanto quanto qualquer outra poderia dizer. Ela era apenas uma criança com uma mãe e seu pai. As pessoas pensavam que eles eram uma família normal, mas eles não sabem o que acontecia à portas fechadas.

O pai da menina era um bêbado, e, normalmente, abusava de sua esposa e filha. Com muito medo de fazer qualquer coisa, a mulher deixava acontecer. Existem crianças, que como qualquer criança abusada, crescem e ficam traumatizadas. Ela nunca realmente brincou com as outras crianças, nem conversava muito. Mas os desenhos dela foram o que chamou a atenção das pessoas. Ela fazia desenhos obscuros, assustadores e ilustrações desumanas. Eles falavam sobre alguém que representava eles. Todos eles estavam se referindo a seu pai. Ainda assim, nada foi feito.

Ninguém sabia sobre o seu amigo imaginário. Uma figura alta e escura que possuía um terno preto e gravata, mas o que o fez único era o que ele não tinha. Faltava-lhe um rosto, mas ele aparentemente podia falar com Ginda. Ela falava com ele o tempo todo. Ele a ouvia. Eles gostavam de brincar de esconde-esconde, pega-pega, e acima de tudo, adoravam desenhar e conversar.

Nos dias em que o pai chegava em casa bêbado, ela se escondia com seu amigo e esperava que ele não os encontrasse. Se ele a achasse, ela ficaria com raiva. Ela recuaria para trás, e chutaria e gritaria, qualquer coisa para fazê-lo parar.

Ginda usava isso para não ter medo de seu pai. Isso foi antes de ela ter seu amigo imaginário. Ele ensinou-lhe. Mostrou-lhe a lutar e fazer algo sobre isso. Ginda estava feliz por tê-lo. Ela estava feliz por ter Slenderman ao seu lado.

Slenderman nunca fez muito até uma certa noite. Ginda estava sonhando com ele. Ele estava fazendo as coisas por conta própria. Ele estava fazendo as outras pessoas fazerem as coisas para ele. Ginda tentou falar com ele, mas ele não quis ouvir. Era como se ele não pudesse ouvi-la. Logo ele falou e sua voz emitiu calafrios pela espinha de Ginda. Aquilo não era o seu Slenderman. Aquilo era outra coisa.

Ginda acordou com o suor escorrendo pelo seu corpo e as lágrimas manchando seu rosto. Ao seu lado estava Slenderman. Ele parecia preocupado. Ginda o abraçou e chorou, mas não lhe disse o que sonhou. Afinal de contas, foi apenas um sonho.

Mal sabia Ginda, mas o sonho era terrivelmente verdadeiro e alguns dias mais tarde, ela iria perceber isso.

Ela estava no parque e havia dois meninos que sempre gostaram de mexer com todas as outras crianças, mas não tanto quanto gostavam de incomodar Ginda. Neste dia foi diferente. Ela e Slenderman estavam sentados nos balanços falando quando os dois valentões empurraram a pobre Ginda para fora do balanço em direção a terra. A menina mau humorada ficou de pé para enfrentar os garotos. Slenderman estava atrás dela, perturbado pelas ações rudes dos meninos. Os meninos riram e lançaram pedras contra ela. Ginda podia sentir sua raiva se intensificando. Num acesso de raiva cega Ginda gritou para que Slenderman matasse-os. Como um bom amigo, Slenderman fez o que a garota desejava.

De repente Slenderman possuía tentáculos saindo de suas costas. Ginda não se lembrava disso. Logo os meninos viram a visão horrível e fugiu gritando. Ou pelo menos tentaram. Os tentáculos de Slenderman passaram por através dos garotos. Os meninos entraram em colapso, sangue jorrando através do buraco e de suas bocas. Perto uma menina viu o que tinha acontecido e começou a gritar por socorro.

Em um estado de pânico Ginda gritou para Slenderman matá-la também. E assim foi feito. O único som que se ouvia era o pequeno gargarejo da menina engasgando com o sangue dela seguido pelo baque de seu corpo sem vida ao bater no chão.

Ginda ficou chocada com o que seu amigo era capaz de fazer. Ela sabia que ela o tinha feito em sua mente, mas ela queria tanto que ele fosse verdadeiro. O que ela não sabia era que se você quiser algo com todo o seu coração e trabalhar duro, é possível que você obtenha o que você quer. Para esta garotinha, esta era uma realidade. Ela tinha desejado, construído, e trouxe para a vida um monstro.

Ela não queria estar por perto quando alguém a encontrasse junto dos corpos. Ela olhou para si mesma e viu o sangue das crianças que havia caído sobre ela. Ela pegou a mão de Slenderman e começou a caminhar para casa. No caminho até lá, ninguém parecia olhar para a criança e seu monstro. Ginda não sabia que Slenderman poderia tornar-se invisível. Ele só poderia ser visto por aqueles que ele queria.

Uma vez em casa Ginda mudou e eliminou as roupas que vestia, assim como Slenderman tinha dito a ela. Depois que eles se sentaram em silêncio, coloriram até que o pai voltasse do trabalho. Ao ver a filha o pai entrou em um estado de fúria cega. Ele começou a gritar e atirar coisas. Ginda estava com medo de novo. Ela nunca tinha visto o pai dela com esta raiva.

Slenderman apoderou-se de seu medo e agiu rapidamente tornando-se visível. O pai a filha com quando teve a visão de uma criatura tão demoníaca. Seus instintos paternais assumiram e ele queria proteger a filha, mas era muito tarde para isso. Slenderman estava atacando e nada poderia ser feito para impedi-lo.

O pai tentou fugir com a filha, mas foi impedido. No que diz respeito ao Slenderman, ele estava preocupado que este homem fosse o monstro. Ele tinha machucado a pessoa que ele amava; a única pessoa que iria amá-lo.

Agora, no topo da escada o homem tentou recuar e fugir, mas foi agarrado novamente. Desta vez, ele acabou empurrando Ginda enquanto tentava descer as escadas. Houve um grito de gelar o sangue quando ela caiu e foi abruptamente interrompida pelo estalo de seu pescoço.

Esquecendo o pai, Slenderman correu em direção a criança sem vida. Ele sentiu sua raiva crescer enquanto observava a pobre criança. Aquela não era sua hora, ela não merecia tal destino. Slenderman levantou-se e fez um o que achava que deveria ser feito com o pai, deixando seu abdômen cortado e aberto enquanto ele pendia de uma viga de seus intestinos. Eles estavam enrolados em volta do pescoço como um laço. Era quase artístico. E esta parte foi dedicada à Ginda. A criança que viveu por ali. 

Slenderman tomou o cadáver da criança e saiu.

Daquele dia em diante ele jurou proteger as crianças que assim como Ginda sentiam dor, medo, tristeza e solidão. Seu objetivo era levar as crianças com ele e fazer com que elas nunca mais sentissem a dor, assim
 levando-as para onde Ginda foi enterrada. Ele as enterrava e cuidava dos corpos. Se você se atrever a abusar de seus preciosos filhos você vai acabar como o pai de Ginda, mutilado e pendurado nas árvores por suas entranhas como um aviso para todos. Se você abusar de seus filhos, ele virá para você em seguida. Ele irá perseguir você até que você perca a cabeça, assim fazendo com que você suplique por morte, e assim ele retirará seu interior como um aviso...



04 agosto 2014

História de Criança

Pequena criança
Vou lhe contar uma história
Sobre um ser mágico que habita por entre as árvores
Um ser alto e bem vestido, com um terno preto como a noite
Seu rosto, pode-se dizer que não tem um
Mas não tema, ele não vai te machucar
Não por enquanto

Pequena criança
Ele se esconde na floresta
E se mistura com as árvores
Quando ele passa
Deixa um rastro de morte e insanidade
Mas não tema, ainda não chegou sua hora
Não por enquanto

Pequena criança
Olhos ele não tem
Boca também não
Nariz nem pensar
Apenas o branco sem vida
Mas não tema, você não irá vê-lo
Não por enquanto

Pequena criança
Agora que você sabe
Ele virá para você
Você não sabe como ele é
Mas ele sabe como é você
Sua vinda será em meio às sombras
Em meio ao desespero

Pequena criança
Os minutos podem ser contados
O tempo não vai te ouvir
Em breve ele estará aqui
Presenta bem na sua frente
O relógio não irá parar
Ele também não

Pequena criança
A hora está chegando
Logo ele virá
Não há de se ter esperança
Nada irá detê-lo
Fugir não é possível
Não mais

Pequena criança
Você se sente vigiada?
Consegue adivinhar quem é?
Isso mesmo, é ele!
Vindo para te buscar
Para te levar com ele
Te levar para todo o sempre

Minha doce criança
É hora de partir
Já não há mais tempo
Sua chegada é inevitável
Me perdoe por favor
Não há o que eu possa fazer
Não mais


28 julho 2014

Um Filme Pornô

Sejam bem-vindos proxies vagabundos... 

A introdução por si só já mostra que quem vos fala não é o Pedro. Aqui é o Leon, do Predomínio do Terror. Para quem não lembra, eu faço parte tanto desse blog quanto de sua page (facebook), eu tinha até uma série aqui, mas o projeto dela morreu, então de quando em vez eu irei quebrar um galho para o Pedro postando contos meus ou traduzindo material. A seguir você confere uma criação minha (que inclusive reforça uma "Slender Theory" abordada aqui no blog)... E antes:


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O período exaustivo de trabalho teve um desfecho peculiar naquele dia. Chegando na portaria, o porteiro informou-me de que tinham deixado uma entrega para mim. Um pacote muito amassado, meio rasgado e até mesmo mofado com um conteúdo dentro, que de cara supus ser uma fita. Ao entrar em meu apartamento o confirmei.

A fita tinha uma aparência bem antiga e um papel a acompanhava. Nele estava escrito "Pornô Lésbico. Que tal?". Cansado e sabendo que o tédio me aguardava, eu simplesmente caí na risada, larguei a fita e fui em busca do meu vídeo-cassete. Por sorte eu ainda não o tinha jogado fora. Conectei tudo corretamente e pus a fita.

Uma experiência que afirmo como desperdício de tempo, porque sinceramente foram 10 minutos de uma gravação fodida de uma miséria indescritível. Passados cinco minutos inúteis de um diálogo sem fundamento algum, onde três garotas falavam sobre o quão bom é fazer uma tatuagem perto do cú - "da um ardosinho bom", diziam - elas deitam-se na cama e apenas encaram a câmera. O mais excitante do vídeo é o foco nos seios da mais peituda, mas sexo em si, o vídeo é escasso. 

Decepcionado, eu desliguei a TV e deitei-me. E então, naquela noite, um sonho pôs-se em infortúnio no meu sono. Nada demais, posso dizer: o meu sonho era idêntico ao filme que antecedera - da maneira mais infeliz - o meu cair na cama. Todavia, tivemos um adicional de 2 minutos. A câmera tirava o foco das garotas e saía explorando o local onde elas estavam. A única coisa que podia ser ouvida era o áudio ambiente e uns leves sussurros do cameraman. Sobre o lugar? Não passa de um quarto em um mero - e gigantesco - corredor. 

O câmera passa a seguir o corredor, mas em certo ponto - diria na metade - ele para. Meu sonho, por sua vez, encerra. Acordei atordoado e tive a leve impressão de que aquele que gravava notara algo no fim do corredor. 

Na noite do dia seguinte, eu novamente sonhei. Era o sonho da noite anterior, só que mais uma vez um tempo determinado era adicionado à filmagem. Depois de três minutos do câmera perplexo (visto meu julgamento), ele retoma a câmera em mãos e segue até o término. Logo percebe-se que ele notou um homem, que se encontra em sua frente. Um barulho horrível toma a filmagem, parece um apito, junto de uma estática. O sonho acaba. 

Esses sonhos foram se sucedendo, sempre adicionando algo mais. Em um dia, pude ver os vestes do homem: era uma casaco preto, uma calça de moletom e os pés descalços; n'outra ocasião pude ver sua face, um envolto branco com meros glóbulos ocos e vastos de escuridão. Na terceira vez... Ele dizia seu nome ao câmera... Algo como Victor... Victor Surge. 

Foi quando eu tive a ideia de perguntar ao porteiro, quem teria deixado aquilo para mim. Ele me disse que fora um homem calado, portando terno, com a face pálida e um aspecto esguio. 

Os sonhos não pararam, mas desde que ele disse seu nome, venho tido experiências apenas com sua face. Agora seu rosto é vermelho e em cada órbita vazia de seu olho há um "X". Na última noite, entretanto, o pesadelo evoluiu. Alguém atrás de Victor... Alguém o controlava... Como uma marionete.

Victor aponta para o homem esguio atrás dele:

- Mestre - ele sussurra. E o sonho acaba.

SLENDER IS WATCHING YOU


Escrito por: Leon Leonidas

21 julho 2014

A Viagem de Acampamento

8 de Maio de 1993

Três campistas foram dados como desaparecidos hoje. 

Fazia uma semana que eles tinham ido em uma longa viagem para os bosques próximos. Seu acampamento foi rapidamente localizado, mas tudo o que restava era "sangue e pequenas tiras de carne [...] todo o terreno", de acordo com o líder da equipe de resgate, Chad Lewis. A especulação oficial é que os campistas foram atacados por um ou mais ursos pardos que, em seguida, arrastaram os corpos para algum outro lugar, embora a equipe alegue o seguinte: "não haviam pistas visíveis de ursos pardos... apenas pegadas, e também não identificamos quaisquer sinais de corpos arrastados. O estranho é que há quatro conjuntos de pegadas, mas [...] não encontramos botas extras no acampamento." Quando perguntado se isso poderia ser obra de um serial killer, o Sr. Lewis recusou-se a responder, dizendo "nós não queremos tirar conclusões precipitadas." Uma câmera foi encontrada na cena do crime, e a polícia está tentando desenvolver as imagens, apesar de danos no filme.


22 de Maio de 1993

A equipe de resgate liderada por Chad Lewis localizou os restos dos corpos dos três campistas desaparecidos há duas semanas. Eles tinham sido "empalados nos galhos mais altos de uma árvore, a mais de 200 metros acima do solo." Um urso pardo não poderia ter feito isso, e não há quaisquer ursos pardos por aqui.

"Isso definitivamente não era nenhum animal, os corpos foram [...] membros arrancados, e a maioria dos órgãos internos haviam sido removidos. Nós os encontramos [os órgãos] ao pé da árvore [...] a oito milhas de seu acampamento. Parece que este foi um assassinato intencional, com [...] circunstâncias extremamente estranhas." Quando questionado sobre detalhes, Lewis sacudiu a cabeça, dizendo: "Nós não podemos especificar nada ainda. A polícia está trabalhando nisso. Nesse meio tempo, estamos emitindo aos cidadãos um aviso pedindo que evitem atividades na floresta até segunda ordem."


28 de Maio de 1993

O chefe de polícia local divulgou detalhes intrigantes dos assassinatos dos três campistas em uma coletiva de imprensa hoje. "Nós determinamos que as mortes desses homens ocorreu depois de terem sido empalados sobre os galhos das árvores, nos levando a acreditar que havia vários assassinos, pois seria quase impossível para um homem ter levantado três homens adultos, todos com mais de 150 quilos, até os galhos mais altos das árvores.
No entanto, não haviam marcas de desgaste nos braços ou pernas, nos indicando que eles haviam sido impedidos de antemão.
Acreditamos que eles foram drogados, e depois transportados para a árvore." 

Quando questionado a respeito de como os assassinos tinham transportado as vítimas, e por que eles haviam escolhido aquele determinado local para matá-los, o chefe de polícia disse: "Existem múltiplas possibilidades, uma vez que há densas florestas e um rio entre o campo e a árvore. Esta árvore poderia ter algum tipo de significado religioso para os assassinos, já que haviam ranhuras profundas em todo o tronco [...] como marcas de garras, em certo ponto formando uma imagem de uma figura alongada de um homem."

O relatório da polícia afirma que as mortes foram, possivelmente trabalho de um culto. Eles conseguiram recuperar uma única fotografia da câmera resgatada na cena do crime. Qualquer um com informação deve ser incentivado a apresentá-las...


14 julho 2014

As 8 Páginas [Psychotic Mind]

Meu nome é Amanda Evanesciee, mais conhecida como "Mandy". Tenho quatorze anos completados há três meses, moro num bairro nobre com meus pais, tenho uma irmã mais velha, mas ela já está nos seus vinte e três anos e foi cursar biologia no Canadá. Aparência? Comum, muito comum; cabelos negros, lisos e longos. Olhos acinzentados. Pele pálida. Baixa e magrela.

Deve estar pensando que sou uma daquelas riquinhas metidas, superficiais, cretinas e etc, não é mesmo? Errado. Durante minha infância, nunca tive amigos. Minha mãe era uma artista, seguia livre e espontaneamente seus sonhos e meu pai era um escultor de argila, tinham dinheiro suficiente para sustentar a família de apenas três pessoas e mesmo meu pai tendo cursado marketing e sendo ótimo com negócios, preferia esculturas. Muito humildes. Porém, minha mãe ficou grávida de mim. Meu pai teve de arranjar um emprego de verdade e minha mãe desistiu de seus sonhos para cuidar da casa e da família, eles até pensaram em me abortar quando minha mãe entrou em depressão, mas desistiram. Sim, eles me contaram tudo. E então, nos mudamos de uma simples casa do campo para um bairro de classe média alta de Portland – Oregon –, pelo menos lá eu tinha uns três ou quatro amigos. Estava tudo normal, entediante, pacato e rotineiro, mas eu podia conviver com isso. Até que meu pai ganhou uma promoção no emprego e tivemos de nos mudar para um bairro nobre da cidade de Nova York. Nunca mais vi meus antigos amigos. Minha família estava feliz, porém, eu não. Era alvo de piadas maldosas no colégio por minha aparência considerada "anormal", não tinha amigos, constantemente humilhada e mandada para a detenção, acusada por coisas que não tinha feito. Até mesmo minhas notas foram afetadas, sempre fui muito inteligente, mas exigiam que eu tirasse notas baixas senão apanharia depois da aula. Aos dez anos, fiz meu primeiro amigo em Nova York, um garoto popular. Tínhamos virado amigos porque ambos gostávamos de jogos e de rock'n'roll, íamos sempre aos melhores fliperamas e visitávamos a casa um do outro para jogar. Sempre escondido, claro, se me vissem com ele acabariam com sua reputação e seriamos dois excluídos. Enfim, com essa amizade me aproximei de outros garotos, estava tudo bem, sempre me divertia... Até que uma menina que me odiava descobriu tudo. Ela nos ameaçou no colégio e acabou que quando o sinal tocou e eu fui para o refeitório, ela e as amigas dela me bateram e em seguida; todos os seus amigos – que eram muitos, afinal, ela era popular – jogaram comida em mim. Aqueles que antes eram meus amigos me imobilizaram e fui jogada na lixeira. “Você merece estar aí, lugar de lixo é no lixo” lembro-me muito bem daquelas palavras e do cuspe que foi direcionado a mim, realmente me senti um lixo, talvez até tivessem razão. Quando voltei pra casa, senti que meus pais se envergonhavam de me ter como filha – a desgraça da família. Continuei naquele colégio por mais três meses, por me recusar a ser capacho, voltava do colégio todos os dias com um arranhão ou um hematoma. Depois, nos mudamos para Salem, Oregon. Outra decepção para minha família. Estavam todos tão felizes... Minha irmã estava numa boa universidade dali e era considerada a estrela da turma, minha mãe adorava aquela vizinhança tranquila e meu pai adorava seu emprego. Outra mudança por minha casa. Continuei triste e infeliz, sendo alvo de piadas, porém, não tão maldosas. Eu era da classe “Excluídos”. Sim, isso mesmo, os próprios coordenadores do colégio faziam uma pesquisa de popularidade e dividiam os alunos em classe, eu era uma Excluída, assim como os góticos, emos e otakus – e esses eram meus amigos -, então, os outros alunos que estavam em classes superiores agiam como se nem existíssemos, literalmente. Acabou que com tudo isso passei um longo período me cortando, até que passei a pensar que isso era besteira e que não iria me levar a nada, porém, continuei usando drogas e bebendo. Sim, eu fazia isso e meus pais sabem muito bem, porque são eles que compram pra mim. Me sentia um pouco cretina por ser infeliz, afinal, tinha uma ótima família, nunca passei fome nem frio...

Enfim, meu pai – que era sempre muito ocupado com o trabalho – conseguiu uma folga de quinze dias, então, ele e minha mãe resolveram que iriam ao Canadá para visitar Marisa, minha irmã. Quase que essa viagem fora arruinada, novamente, por mim. Estava em semana de provas e tinha dois trabalhos escolares em grupo, não poderia faltar às aulas. E eles não queriam me deixar sozinha em casa, não por tanto tempo, apesar de tudo, eles ainda se preocupavam comigo. Não deixei de ser filha deles. Com muito esforço consegui convencê-los.

Era sexta-feira o dia em que eles viajaram, tive de apressá-los para não perderem o voo. Partiram para o aeroporto às 17h:00min e eu fiquei em casa, sozinha, teria o fim de semana todo apenas para mim. Infelizmente, tudo que fiz foi passear com meu cachorro – Pluto – e jogar online no computador do escritório do meu pai. Quando caiu a noite, desliguei o computador e fui direto para a cozinha, como sempre, peguei um pacote de salgadinho e uma lata de coca-cola, o whisky, a vodka e o ice haviam acabado. Depois, segui direto ao meu quarto e liguei a televisão que ficava sobre a escrivaninha, mudei os canais aleatoriamente, procurando algo de interessante para assistir, um filme de terror ou ação, de preferência. Nada. Então, simplesmente deixei a televisão num canal infanto-juvenil – Nickelodeon. Estava passando Bob Esponja – eu adorava Bob Esponja -. De vez em quando eu jogava um salgadinho para meu cachorro, que estava deitado no pé da cama. As horas se passaram e a programação foi mudando a cada meia hora. Desliguei a televisão e decidi ouvir música até cair no sono. E como sempre, não fazia a mínima ideia de onde estava o meu celular, saí procurando-o pela casa. Parei na sala de estar, inerte em pleno silêncio, raciocinei por um momento, tentando me lembrar de onde havia o deixando ou quando foi à última vez em que havia o pego. Escutei um som peculiar, parecia uma música e rapidamente o identifique; Miss Nothing da banda The Pretty Reckless. Esse era o toque de chamada do meu celular. Segui o som até o escritório do meu pai, encontrando-o debaixo da almofada da poltrona de leitura utilizada por Ronald. Era uma ligação de Matt.

- Alô? – atendi.

- Oi, princesa. – respondeu.

- Para de me chamar de princesa. – o repreendi, aquilo realmente me irritava.

- Me obrigue. – provocou – Então, fiquei sabendo que seus pais viajaram e irão ficar fora por quinze dias... Que interessante. Tudo bem ficar sozinha?

- Claro. – respondi – Estou ótima.

- Não está com medo? – perguntou um tanto sarcástico.

Revirei os olhos e ignorei a pergunta.

- Hei, Mandy, gosta de crianças? – perguntou.

- Não. – respondi.

- Ah, que pena, eu sei fazer. – debochou.

- Gosta de armas? – perguntei irônica.

- Claro! Adoro. – respondeu.

- Então, eu sei usar. – falei – E só lembrando que têm duas Smith 36 e uma Magnum 357 taurus aqui em casa e ambas estão carregadas, então, nem tente invadir minha casa e me estuprar enquanto durmo, seu pervertido.

- Você não terá tempo de pegá-las. – falou.

- Irei dormir com elas debaixo do travesseiro. – contra ataquei – E se você aparecer atiro no seu saco.

- Ai, pensei que quisesse ter filhos. – brincou.

- Vai se ferrar, Matthew. – disse.

- Calma princesa, sabe que eu te amo. – ele riu.

- Ainda não me esqueci de quando você tentou me estuprar naquela reunião no cemitério. – rosnei.

- Ah, foi há dois meses! – reclamou – Ainda tá com raiva? Nossa, você me espancou naquele dia, não está satisfeita?

- Não. – provoquei – Queria te bater mais, tarado.

- Tá, eu sou tarado, mas só por você e você sabe disso. – falou, era verdade, que maldição – E aí, viu o novo jogo que vai lançar?

- Vi. – respondi – E você disse que seria uma bosta.

- É mesmo. – concordou – Ah é, semana que vem tem reunião no cemitério de novo, você vai? Quer que eu te leve?

- Só se você dormir no mausoléu. – falei.

- Fechado. – concordou, muito suspeito.

- Tá, eu tenho que desligar, vou dormir. – disse.

- Ah, já vai dormir, neném? – debochou.

- Tsc. Espero que o capeta puxe o seu pé de noite! – praguejei e Matt riu.

Em seguida, desliguei o celular. Matthew foi o primeiro amigo que eu tive e essa amizade surgiu porque ele derrubou meus livros no meu primeiro dia de aula e, como eu estava estressada, bati nele e ainda joguei refrigerante no seu cabelo. Daí, fomos para detenção juntos e viramos amigos. Ele é um garoto gótico viciado em todos os gêneros de metal e screamo. Assim como eu, depressivo e dependente das drogas e do álcool e de uns anos pra cá tem apresentado uma “quedinha” por mim. Matt era inteligente, foi reprovado um ano porque se recusou a ir pro colégio durante alguns meses, e também era bonito: alto, pele clara, cabelos lisos e negros – com uma franja que cobria metade dos olhos – e olhos azuis. Sim, também tinha uma “quedinha” por ele, mas sempre fui muito orgulhosa para admitir. Essa era a minha característica mais marcante: O orgulho.

Peguei os fones de ouvido que havia guardado de manhã na gaveta de meias e me joguei na cama, conectando os fones ao celular. Fiquei um tempo acordada ouvindo música, até que comecei a ficar sonolenta, então, coloquei o celular para despertar às oito e meia da manhã, escovei os dentes, apaguei as luzes e fui dormir. Pluto, como sempre, deitou-se debaixo da minha cama para dormir.

Perdi a noção do tempo, mas, de qualquer forma, os minutos se passaram e eu adormeci. Um tempo depois – não sei exatamente quanto, afinal, como mencionado anteriormente, perdi a noção do tempo -, eu acordei, com um som de goteira. Provavelmente vinha do banheiro. E de uma maneira estranha e perturbadora, aquilo estava me intimidando, sentia uma estranha sensação de que havia algo de errado. Tentei ignorar aquilo, porém, foi em vão. Abaixei minha mão até que pudesse sentir o frio do chão e Pluto a lambeu, tranquilizando-me. Voltei com o braço para debaixo do cobertor e voltei a dormir. Acabei sonhando com a maldita goteira, em meu sonho, eu me levantava para verificar se havia deixado a pia aberta ou algo do tipo e ao chegar ao banheiro e acender a luz me deparo com uma cena horrível e assustadora: meu cachorro todo mutilado e seu sangue espalhado por aí, o que havia causado a goteira. Acordei assustada, novamente. O som da goteira havia parado, na verdade, não ouvia nada. Minha cabeça latejava e os sons estavam distantes. Sentei-me na beirada da cama e com o passar dos segundos, tudo foi ficando mais nítido, podia ouvir os latinos de Pluto, o que era estranho, ele sempre fora um cão muito calmo e quieto, não costumava latir. Levantei-me. Um pouco tonta e tropeçando em meus próprios pés e segui até a sala, no primeiro andar. E lá estava Pluto, latindo para a escuridão, não conseguia ver o que era, apenas fiquei mais tonta. Tentei acender a luz, porém, parecia que estava faltando energia. Subi as escadas, indo direto ao quarto dos meus pais. Por sorte, encontrei uma lanterna da gaveta de meias do meu pai. Corri escada a baixo, voltando à sala. Acendi a lanterna e iluminei a direção em que Pluto estava latindo: nada, apenas uma cadeira. Revirei os olhos e caminhei até a cozinha, já que estava lá, poderia comer alguma coisa. Senti novamente uma estranha sensação, porém, mais forte. Parecia uma presença sombria. Virei-me para a porta, observando vultos passarem correndo por ela. Sacudi a cabeça e pisquei várias vezes, talvez fosse apenas algo de minha cabeça, podia ser – também – que estivesse com sono. Caminhei até a porta quando ouvi um ranger vindo da pia, por reflexo, virei-me imediatamente, encarando-a. Continuei andando, mas desta vez, lentamente e ainda de costas. Bati minhas costas em algo, claro que não era uma parede ou um objeto, senão, teríamos nos chocado antes. Virei-me novamente e não havia nada. Sacudi a cabeça, decidindo voltar logo ao quarto e dormir. Andei de volta a escada quando percebi uma figura em frente a ela, parecia uma silhueta, mas uma silhueta nada normal: era mais alta e magra. Esfreguei os olhos e pisquei repetidas vezes para ter certeza de que era real e, infelizmente, não era apenas uma ilusão. Senti-me intimidada pela estranha criatura, ficando cada vez mais tonta e parecia que estava sendo seduzida, hipnotizada. Minhas pernas tremiam, não conseguia me mover, nem ao menos desviar meu olhar, ouvia uma estranha voz – porém, não entendia o que ela estava me dizendo. Pluto voltou a latir. A criatura continuou inerte, até que algo como tentáculos saíram de suas costas, ela iria me pegar? Pluto mordeu meu tornozelo, as luzes piscaram e eu pude ver o rosto da criatura, ou melhor, ela não tinha rosto e usava um terno. Parecia muito com um manequim. Graças a Pluto, saí daquele transe hipnótico e corri até a porta da frente, destrancando-a e saindo de casa. Atravessei o gramado, indo parar no meio da rua, olhei para trás e a criatura estava saindo de minha casa. Fiquei horrorizada, espantada, amedrontada. Ela era enorme, ou melhor, ele, porque parecia um homem. Tinha – aproximadamente – uns seis metros. As luzes dos postes que iluminavam a rua começaram a piscar, peguei Pluto em meus braços e corri o máximo que podia, sem rumo, nem destino, apenas fugindo daquele ser horrendo. Virei uma esquina, indo parar numa outra rua e vejo a criatura a alguns metros à frente. Fiquei paralisada por um momento, como ele chegou ali tão rápido?! Virei-me novamente, indo para outra rua e lá estava novamente a criatura. Olhei para trás, pronta para correr em outra direção, mas ele já estava lá também. Girei novamente, olhando para uma reserva floresta que estava logo a minha frente, olhei para trás por um breve momento e a criatura continuava lá. Então, corri em direção à mata, invadindo a reserva. Pluto estava inquieto em meus braços, então o coloquei no chão e ele me acompanhou em minha corrida. Ao adentrar mais fundo a mata, já estava perdida em meio a tantas árvores altas. Fiquei girando, tentando me decidir em que direção seguir até encontrar um papel colado numa árvore. Não hesitei nem um pouco, corri até a árvore, recolhendo o papel. Era um manuscrito, havia uma mensagem escrita com terra e dizia “Always watches no eyes” e também percebi algumas manchas de sangue. Segui em frente, com o manuscrito em mãos. Depois de andar um pouco, encontrei uma trilha e resolvi segui-la. A trilha me levou até uma construção que parecia um banheiro, um tanto hesitante, entrei na construção, apenas por curiosidade. Era forrada apenas por azulejos, tanto no piso quando nas paredes e parecia um enorme labirinto. Acabei encontrando outro manuscrito que tinha a mesma aparência que o anterior: escrito com terra e manchado com sangue. A mensagem escrita era um simples “Help Me”, ou seja, 'ajude-me' ou 'socorro'. Com isso, a conclusão mais óbvia que pude chegar foi de que havia alguém naquela reserva, também fugindo da besta, que havia espalhado isso, pedindo ajuda. Saí correndo do local, avistando novamente a criatura, porém, distante e imóvel. Pluto voltou a latir, então, o peguei em meus braços e corri de volta para a trilha. Desta vez, a trilha havia me levado para – o que parecia – uma pequena construção e uma caminhonete abandonada. Aproximei-me da construção, batendo levemente na porta, na esperança de encontrar alguém. Nada, sem resposta. Segui até a caminhonete, olhando seu interior através das janelas cobertas por poeira, tentei abri-la, mas estava trancada e a chave estava do lado de dentro. Olhei ao redor, encontrando uma pedra. Peguei a tal pedra e a joguei contra o vidro da janela da caminhonete, quebrando-a, por sorte, não havia alarme. Tentei liga-la, porém, parecia que já estava quebrada. Andei ao redor da caminhonete por um momento, pensando no que fazer a seguir, até que encontrei outra página. Nesta página havia sido desenhada a tal criatura e do lado dela – tanto esquerdo quanto direito – estava escrito “No no no no no no” na vertical. Segurei aquela folha com a mão direita, juntando-a com as outras duas e voltei a trilha. Continuei andando, minha respiração já estava ofegante e minhas pernas doíam um pouco, não poderia andar mais rápido que aquilo. Fui levada novamente aquela mesma grande árvore, andei ao redor dela, formando um círculo e em seguida, a ignorei, seguindo em frente. Acabei sendo levada a uma divisão na trilha, havia dois caminhos: esquerda e outro em que continuava seguindo em frente. Observei por um momento o caminho da esquerda, pude avistar aquela mesma construção que parecia um banheiro, então, resolvi continuar seguindo em frente. Deparei-me com um cilindro, tipo aqueles que são usados para armazenar grãos nas fazendas. O ignorei e continuei seguindo em frente, tinha um ar sombrio e assustar, temia que se fosse olhar ao redor dele me encontrasse novamente com a criatura. Um pouco mais a frente me deparei com uma gigantesca rocha, decidi encostar-me nela e descansar por um momento. Olhei o céu, apesar de todo o medo e escuridão, era uma bela noite. O céu estava limpo, sem nenhuma nuvem e as estrelas brilhavam, vendo aquela imagem senti que fosse mais um momento nostálgico dos tempos em que eu era feliz e não sabia, em meio aquele perigo, pude ter um momento de paz. Sorri para o luar. Suspirei, desanimada e voltei a caminhar, olhei ao redor por um momento, apenas para me certificar de que Pluto ainda estava ali. E lá estava ele, acompanhando meus passos, como sempre. Ao andar mais um pouco, encontrei outra trilha que levava a um campo aberto. Decidi segui-la para ver o que havia naquele campo. Acabei encontrando um campo repleto por cilindros iguais a aqueles cilindros de gasolina carregados por caminhões que vemos nas grandes estradas. Caminhei ao redor de cada um deles, até que encontrasse outra página. Nela estava escrito “Leave me alone” ao lado de um desenho de uma árvore e a palavra “alone” estava sublinhada. Coloquei-a junto das outras páginas que havia coletado. Ouvi os latidos de Pluto, olhei ao redor, procurando por ele e ele não estava mais ao meu lado. Corri, seguindo o som de seus latidos e avistei novamente aquela mesma construção azulejada, e em frente a ela, estava a monstruosa criatura. Arregalei os olhos. Não pude esperar mais nem um segundo, agarrei Pluto e voltei a trilha que seguia anteriormente, encontrando novamente aquelas mesmas rochas. Segui em frente, correndo o mais rápido que podia, na esperança de despistar a criatura. Encontrei uma construção que pareciam dois muros cruzados, não hesitei nem um pouco, corri em direção a ela, escondendo-me logo atrás de um dos muros, o que estava na horizontal. Respirei fundo por um momento, deixando com que meus joelhos cedessem e meu corpo caísse ao chão. Por quanto tempo mais eu aguentaria? Afinal, era questão de tempo até que aquela criatura me capturasse. Será que a pessoa da qual escreveu aqueles manuscritos ainda estava viva? Ou ela já havia sido morta? Quantas pessoas já se tornaram presas nesse jogo de gato-e-rato? Tantas perguntas que vinham à minha mente, deixando-me apenas mais confusa e cansada. Talvez a pessoa que espalhou essas páginas estivesse tentando alertar às outras e fazê-las se afastarem invés de pedir ajuda. Levantei-me e me deparei com outra página. Nessa não havia nada escrito, nenhuma mensagem verbal, apenas um desenho da criatura e algumas árvores em volta. Recolhi aquela página também e saí de meu esconderijo, voltando a seguir pela trilha. Passei a andar mais rápido, já estava de saco cheio de me encontrar e reencontrar com aquela “coisa”, encontrei outro “ponto” num campo aberto, onde provavelmente teria outra página. Era duas fileiras de rochas retangulares, apenas isso. Aproximei-me delas e rapidamente avistei uma página na segunda rocha da fileira da esquerda, corri em sua direção e a recolhi. Nela estava escrita a seguinte mensagem: “Don’t look... Or it takes you”. Suspirei novamente, já desanimada daquela caçada. Porém, não poderia desistir... Espere, não poderia desistir? Do que diabos eu estava falando?! Era uma pessoa infeliz, desgraçada, por que não queria desistir da vida?! Era para eu estar querendo desistir, querendo morrer, mas invés disso... Talvez fosse porque esse tempo todo... Eu fui feliz e apenas não sabia disso. Eu adorava minha vida, minha vida era ótima e nunca pude perceber porque sempre fui uma idiota. Por isso... Eu irei sobreviver! Irei voltar para casa, rever minha família, meus amigos e o Matt... Ah, sim, o Matt. Estufei meu peito com um pouco de orgulho e continuei seguindo pela trilha, desta vez, com mais força, garra e determinação. Acabei me deparando um túnel, escuro, sombrio e assustador, mas, mesmo estando um pouco hesitante, criei coragem e entrei, havia chegado até aqui ignorando todos os meus medos, não seria agora que iria desistir por causa de um simples túnel. E logo no inicio, encontrei outra página; um desenho da criatura ao lado de uma árvore e a palavras “follows” escrita na vertical. A amassei em minhas mãos e a joguei no chão, após isso, fiz o mesmo com todas as outras e as chutei, arrancando um pouco de terra do chão. Segui em frente de cabeça erguida, atravessando aquele maldito túnel. Imaginei por um momento se fossem outras pessoas em meu lugar, provavelmente estariam encolhidas e pedindo a Deus que a salvassem. Sinceramente, nunca tive muita fé em Deus, eu acreditava nele, claro, mas sempre pensei que nosso destino, as coisas boas que acontecem na nossa vida éramos nós quem fazíamos e não Deus. Enfim, rezas não iriam me ajudar naquele momento, apenas minha vontade de sobreviver e a minha força para lutar.

Parei por um momento, fitando o chão, meus pés descalços já estavam completamente feridos, por isso doíam tanto. Nem havia percebido que esqueci de me calçar. Sacudi a cabeça para distanciar todos esses meus pensamentos de reflexão, não era hora para refletir. Ouvi novamente aquela estranha voz dizendo algo da qual eu não conseguia entender, aquelas mesma voz que falara na minha cabeça quando estava em casa. A criatura. Por reflexo, virei para trás num movimento rápido, a avistando no fim do túnel. Arregalei os olhos, assustando-me por um momento, mas, depois, serrei minhas mãos em punhos, afastando todos os meus medos e inseguranças. Não seria intimidada por ela novamente! Chamei por Pluto e corri na direção oposta a criatura, saindo do túnel. Corri pela trilha, se não fosse pela forte ardência que sentia em meus pés, eu nem os sentiria. Encontrei outra caminhonete, nem me dei ao trabalho de tentar abri-la, deveria estar quebrada assim como a outra. Na traseira de sua carreta estava outra página, não parei para pegá-la, apenas a li. “Can’t run”. Parei por um momento, olhando ao redor, não havia mais para onde correr, a trilha me levaria para os mesmos lugares. Decidi mudar meu caminho, correndo em direção a mata fechada. Com passos apressados, fui me distanciando cada vez mais da trilha, até não conseguir mais vê-la. E agora? Estava completamente perdida. Perguntava-me como iria encontrar o caminho de volta para casa. Acabei tropeçando numa pedra que havia no caminho e rolei por uma ladeira, ouvi novamente os latidos de Pluto. Drogas... Como aquela besta conseguia ser tão rápida? Levantei minha cabeça, deparando-me novamente com a criatura, porém, estava bem diante de mim. Seus tentáculos surgiram novamente por suas costas, um deles agarrando minha cintura e me erguendo. Ficamos inertes por um momento, eu a encarava e então, o tentáculo foi apertando minha cintura, esmagando-a. Eu gemia de dor e tentava me soltar, todo meu esforço havia sido em vão. Pluto não parava de latir. Olhei para ele e ele correu para longe, desaparecendo na mata. Pluto... A princípio, fiquei um pouco decepcionada, mas era melhor assim, não queria que meu melhor amigo morresse, seria melhor se ele me abandonasse e fugisse. Me esforcei para formar um frágil sorriso em meus lábios, dando adeus a toda aquela vida que ainda nem havia começado a viver e que havia acabado de descobrir que era maravilhosa.

Uma movimentação retomou a minha atenção e lá estava Pluto, havia reaparecido e agora mordia a calça preta da criatura, tentando me defender. Que fofo. Meus olhos se encheram de lágrimas, afinal, ele não havia me abandonado, seria fiel a mim até o último segundo.

- Pluto... – choraminguei – Não faça isso garoto, vá embora! Fuja!

E então, o que eu mais temia aconteceu, um tentáculo agarrou Pluto e o esmagou, matando-o. Arregalei os olhos, horrorizada. E num ato nem um pouco piedoso, o cadáver do meu cachorro fora lançado para longe. Fui sendo consumida pela raiva, meus olhos ardiam em fúria. Estava cega pelo ódio, tinha que me vingar. Não era apenas um cachorro, era o meu cachorro, que se sacrificou tentando me ajudar. Serrei minhas mãos em punhos e soquei o local onde deveria estar o rosto daquele monstro, ele se desequilibrou por um breve momento, recuando alguns passos para trás e deixando com que eu caísse. Olhei ao redor, pegando um grosso e forte galho de árvore que havia por ali.

- Seu monstro! Por que o matou?! Era apenas uma criatura inocente, não podia matar apenas a mim?! – gritei – Que o deixasse vivo, seu demônio! Volte para o inferno!

E com toda a minha força, eu o ataquei, atravessando aquele galho em seu corpo magro e esguio, na região do abdômen. Observei seu sangue escorrendo, não era como o sangue normal, era escuro, enegrecido e tinha cheiro de podridão. Antes que eu pudesse ataca-lo novamente, um de seus tentáculos agarrou minha cintura e me ergueu novamente. Mais dois tentáculos surgiram, agarrando e arrancando meus braços. Gritei de dor e assisti meus braços sendo descartados da mesma forma que havia sido com o cadáver de Pluto. Em seguida, foram minhas pernas. Arrancadas sem nem uma piedade e com uma brutalidade desnecessária, lançadas para longe também. Outro tentáculo surgiu, perfurando e atravessando meu estômago. Comecei a ficar tonta, já não sentia nada e minha cabeça latejava, a quantidade de sangue que havia perdido fora significativamente alta. Senti um embrulho subindo por minha garganta e antes que pudesse perceber, já estava tossindo sangue. Prestes a morrer, já perdendo meus sentidos, o mesmo tentáculo agarra minha cabeça e lentamente a puxa, sinto meus ligamentos do pescoço sendo rompidos e então, tudo escureceu, num cheiro doce e enjoativo de sangue.


Slender Man... Mais do que uma lenda

As oito páginas tem de ser capturadas...

É tudo uma armadilha...

Ele te levará até o local onde pretende de matar, te encurralando...

E espalhando as oito páginas...

Tem coragem... Humano?




Fonte: Fanfiction

07 julho 2014

Origem

O som de passos era audível na praça dos comerciantes. Pessoas andavam e compravam alimentos, suprimentos, e um estranho item ocasional. Eu estava organizando minhas mercadorias farmacêuticas para os doentes e poções para curar a dor. Eu adorava ajudar o povo de Florença. Todo mundo precisa de cura. Ninguém deveria ficar doente. Eu vendo pequenos amuletos, bijuterias para a sorte, fertilidade, boa saúde, e muitas outras necessidades humanas. Eu também vendo pequenos brinquedos para as crianças, pois eu senti pena delas. Especialmente os pobres, os órfãos e os sem-teto, que vagavam pelas ruas com frio, fome, e tristeza. Eu mantive os preços baixos, de modo que qualquer um pudesse comprar o que precisasse. Se as pessoas não pudessem pagar, eu lhes daria o item que precisam , dizendo-lhes para pagar quando pudessem. Eu simpatizava com eles. Eu sabia como era a sensação de estar na necessidade, e não era divertido.

Minhas práticas de negócios, no entanto, parecem irritar os doutores e outros comerciantes. "Eu estava levando todos os clientes!", Diziam. Tudo o que eu disse a eles foi "Eu estou fazendo o que eu acho que é certo, não o que faz mais dinheiro. Por favor, me deixem com o meu trabalho." Eu sabia que era perigoso fazer inimigos, mas essa era a maneira que eu pensava.

Embora se soubessem como eu fazia minhas poções, desde o início, eu teria conhecido minha morte antes que eu pudesse tornar-me uma ameaça.

Veja, eu praticava a arte da magia, algo que era proibido. Eu nunca fiz nada para ferir as pessoas. Eu sempre fui cuidadoso. Ninguém precisava saber os meus segredos, e eu pretendia levar os meus segredos para o túmulo.

Porém, mesmo a pessoa mais cuidadosa pode cometer um erro ...


Uma noite, quando eu estava fazendo uma nova poção para uma criança que estava tossindo um líquido vermelho, eu vi um brilho estranho com minha visão periférica. Olhei para cima para notar um dos meus livros brilhando no meu espaço de trabalho. O livro brilhante me mistificando. Nenhum dos meus livros tinha feito algo assim. Abri o livro, que se pôs numa determinada página. Era um feitiço de convocação. Algo aconteceu comigo naquela noite, e eu comecei o feitiço. Eu não me lembro o que eu fiz, mas mesmo se eu pudesse, eu não diria a você. Lembro-me de um flash de luz, e um estranho riso quase ameaçador, então escuridão.
Eu acordei na manhã seguinte, no chão, minha cabeça latejando. Quando me levantei e vi o que eu fiz, entrei em pânico. Um pentagrama foi desenhado no chão. Parecia que estava desenhado com sangue. No meio havia um círculo com um X no centro, sendo que este foi queimado no chão. Eu rapidamente cobri os símbolos com um tapete que eu tinha enrolado em um canto. O tapete era grande o suficiente para cobrir o pentagrama e o estranho símbolo. Sentindo que eu era bem sucedido, arrumei minhas mercadorias e fui para a praça dos comerciantes. Tudo ia ficar bem.

Durante todo o momento naquele dia eu me senti desconfortável. Eu podia ouvir o riso estranho no fundo do mercado. Eu pude ver uma sombra apenas no canto de minha visão várias vezes. Estava preocupado. Será que eu havia despertado um espírito naquela noite? Eu não sabia. Tentei agir com naturalidade, mas eu acho que as pessoas começaram a suspeitar. Sei que as pessoas começaram a suspeitar. Elas não eram estúpidos. Elas sabiam.

Perto do final do dia, um grupo de crianças veio até mim pedindo um medicamento para ajudar a sua mãe. Eu estava sem esses medicamentos naquele dia, então eu disse-lhes para passar em minha casa que eu teria ele lá. "O que poderia dar errado?", Pensei, "Eu cobri os símbolos, ninguém saberia." Naquele ponto, o riso começou novamente, desta vez muito mais alto. Ignorei, evitando pensar naquilo neste momento. Nada iria acontecer. Absolutamente nada.


As crianças chegaram naquela noite. Eu disse-lhes para esperar em meus aposentos, e fui buscar a poção. Eu havia encontrado-a quando ouvi os gritos. Soltando a poção, corri para ver o que estava errado.

O que eu vi me fez congelar de medo.

O quarto havia sido coberto com pentagramas feitos de sangue, com aqueles mesmo símbolo no centro. As crianças olhando para mim, horror em seus rostos, pois sabiam o que isso significava. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, eles começaram a gritar novamente. Tentei calar-los, mas não importa o que eu fizesse, eles continuavam a gritar. Eventualmente os guardas vieram.


Eu não me lembro o que aconteceu depois disso. Eu me lembro de ter sido trancado em um calabouço durante dias e dias, com o estranho riso ecoando nas paredes de tijolos, me deixando louco. Com o que parecia serem anos, sentei-me num canto, ouvindo a risada, pensando sobre aquelas crianças. Por que eles não param? Por que não me ouviram? Era por isso que eu estava ali, sentado em uma masmorra. Toda culpa era DELAS!


No momento em que os guardas chegaram, tudo o que restou de mim era pele e osso. Tudo o que eu podia fazer era ficar encostado nas paredes atrás de mim, murmurando sobre as crianças e risos. Um dos guardas deve ter me atingido na cabeça, porque a próxima coisa que eu sei, é que fiquei preso a algo, e uma havia multidão de pessoas em pé na minha frente, gritando maldições e palavrões. Eu estava em estado de choque. Como poderiam? Quando eu tinha ajudado muitos deles!


A dor começou em seguida. Parecia que meu corpo estava sendo dividido ao meio. Eu comecei a gritar, a dor era insuportável. Amaldiçoei-os de volta, com pensamentos de traição, criaturas miseráveis​​! Eles não iriam me ajudar! Eles me odiavam! Eu não fiz nada para eles, e eles me odiavam!


Eu senti picadas de dor passarem por minhas pálpebras, então minha boca. Eu não podia mais ver, já não podia mais gritar. Eu senti um líquido contra minha pele. Queimava. Eu odiava! ODIAVA ELES! Todos eles! Especialmente as crianças. Oh, como elas devem sofrer! Se não fosse por elas, eu não teria sido pego! Era tudo sua culpa!


Eu ouvi alguma coisa em minha mente. O riso. A escuridão de repente tomou o interior da minha mente. Atrás dos meus olhos fechados, eu vi tentáculos de pura escuridão. Envolveram-se em torno de minha mente. O riso tornou-se uma voz. Uma voz horrível.

- Você os odeia tanto?
- Sim - Eu disse.
- Você gostaria de fazê-los sofrer? 
- SIM! 
- Então, o negócio fechado.

A dor diminuiu. Minha visão clareou. Estava escuro, mas eu podia ver. Eu tentei piscar, mas não consegui. Eu senti alguma coisa, mas não era felicidade, tristeza, ou mesmo surpresa.


Eu senti raiva. 

Eles ainda estavam lá. Rindo, zombando. Eles vão sofrer. Todos eles. Mas as crianças vão sofrer mais.  Oh, como elas vão.  Elas vão ...


05 julho 2014

The Eidolon State - Vem Aí Um Novo Curta do Slender Man

Estão lembrados de Proxy - A Slender Man Story? Pra quem não sabe, é um curta-metragem realmente bacana e muito bem feito sobre, é claro, o Slender Man. Mas se tanta gente curtiu o curta, por que não fazer mais um? Para alegria de muitos, a Freeze Frame Films está produzindo um.


Contando com a produção de Dion Cavallaro e Paul Evans Thomas, o filme é um curta australiano que, segundo os produtores, não será apenas mais um found footage. 

"Você tende a ver um monte de filmes found footage sobre o Slender Man, a maioria deles baseados fora do jogo popular Slender: The Eight Pages. Junto com isso, a maioria dos filmes do Slender Man tendem a usar as pessoas em trajes ou máscaras metamorfósicas, que nós consideramos não ser um retrato correto do Slender Man. Nosso filme tem sido tratado com uma abordagem diferente. Estamos trabalhando em algo que usa filmes como The Conjuring ou Sinister como um guia - histórias detalhadas com uma bela fotografia e uma verdadeira sensação de horror. Junto com isso, o nosso filme nunca realmente se refere ao personagem como "The Slender Man", mas se refere a ele como "The Tall Man". Nosso principal objetivo é levar as pessoas a um curta-metragem do Slender Man no qual sentimos que eles merecem, semelhante à forma como Gareth Edwards está prestes a fazer no novo filme de Godzilla que os fãs estavam querendo."


Sinopse: Josh vem experimentando sonhos recorrentes de uma entidade desconhecida que o persegue. Da forma que os sonhos tornam-se mais constantes, ele confia em seu amigo para ajudá-lo a entender por que eles estão ocorrendo e qual é o real significado desses sonhos.

The Eidolon State está previsto para ser lançado 01 de agosto de 2014 na Austrália, dessa forma ainda não há nenhuma confirmação de que o curta será legendado. Até agora foram liberados um teaser e 3 pôsteres, sendo que mais informações serão liberadas em breve.

Veja o teaser e dois dos três pôsteres abaixo: